Mas a tendência por aqui é, sempre foi, acentuar assimetrias e desigualdades: preferir a arte de grandes dimensões, se possível organizada em moldes empresariais, à pequena produção; preferir o centralismo à dispersão da rede; preferir um individualismo paralisado e isolado pela competição à colaboração; preferir que o dinheiro fique pelo topo, ficando a parte de baixo da estrutura assegurada por trabalho precário pouco ou nada pago.

Mário Moura, Política e Cultura